Crateús realizará protesto, denominado “Dia do Basta”, na sexta-feira


Nesta sexta-feira (21) ocorrerá uma manifestação em Crateús, denominado de “Dia do Basta”, com saída da avenida Sargento Hermínio e encerramento na Praça da Matriz. O ato ocorre em meio à série de protesto que acontece em todo o país.
De acordo com os organizadores, a manifestação será pacífica e reivindicará por Igualdade e Justiça. Na pauta, entre outras questões, cobram ações governamentais com a problemática da seca e protestam contra “o descaso na Educação; descaso na Saúde; corrupção e  investimentos absurdos para a Copa do Mundo de 2014″.
A população está sendo mobilizada pelos meios de comunicação, inclusive pelas redes sociais.

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Brasil

POLÍTICA

Libertado o prefeito de Juazeiro do Norte, Ceará

Há seis horas prisioneiro da parte dos fundos da agência do Banco do Brasil da rua São Francisco, no centro da cidade, Raimundo Macedo (PMDB), 70 anos, prefeito pela segunda vez de Juazeiro do Norte, Ceará, recebeu por volta das 22h de ontem a notícia que aumentaria de vez seu desespero: do lado de fora,  ocupando todos os espaços disponíveis, tendia a crescer a multidão estimada em quatro mil pessoas disposta a passar a noite em vigília para impedi-lo de sair dali.
Quem mandou Raimundo, de apelido Raimundão, não conseguir refrear sua curiosidade?


No meio da tarde, ao saber que uma passeata contra ele percorria as principais ruas da cidade, Raimundo decidiu observá-la de longe. Meteu-se no carro oficial, chamou um primo para acompanhá-lo e saiu atrás da passeata. Foi seu grave erro.
O alerta foi dado pelo primeiro manifestante que reconheceu o carro à distância: "Pessoal, olha o carro do Raimundão". A multidão cercou o carro. Há muito custo, o motorista manobrou e conseguiu chegar à agência do Banco do Brasil. Raimundo e o primo desembarcaram às pressas.
Ex-deputado federal, Raimundo faz uma administração considerada desastrosa até por correligionários dele que preferem não ser identificados. Os professores se tornaram suas principais vítimas. Simplesmente, Raimundo reduziu o salário deles em 40% e aumentou em 200 horas sua carga mensal de trabalho.
O prefeito, parentes e aliados deles são personagens de histórias escandalosas que divertem a oposição e irritam quem não gosta de política e de políticos por considerá-los, indistintamente, ladrões.
Um aperitivo: Mauro Macedo, filho do prefeito e Secretário de Governo, é casado com umamulher dona de uma loja de roupas femininas conhecida como "A Daslu do Cariri". Juazeiro é uma cidade cheia de buracos. Pois bem: a rua da loja da mulher de Mauro foi toda asfaltada - bem como pequenas ruas que desembocam nela.
Adversários de Raimundo dizem dispor de provas de que ele e alguns secretários desviamdinheiro público e promovem licitações viciadas vencidas por empresas de amigos.
Cerca de 100 PMs tentaram no fim da tarde resgatar o prefeito na agência bancária. Valeram-se para isso de um carro-forte. Mal o carro estacionou nas vizinhanças da agência, os manifestantes começaram a apedrejá-lo. Tentaram furar seus os pneus. E para evitar que ele servisse à fuga do prefeito, os manifestantes deitaram no chão na frente do carro, pelos lados, por detrás e debaixo dele.
Repetiram a manobra por volta das 21h quando chegou à agência uma Hilux da PM.
Às 23h12h, além da multidão, a rua São Francisco abrigava tendas e barracas onde parte dos manifestantes planejava atravessar a madrugada. Dentro da agência, Raimundo, o primo e o motorista aguardavam a visita de Mariane Gurgel, Procuradora Geral do Município.
O plano de Raimundo era convencer Mariane a negociar sua liberdade com os manifestantes a tempo de ele comparecer ao Parque da Cidade para a única apresentação  da banda Aviões do Forró, contratada pela prefeitura por R$ 250 mil.
Não foi preciso a intermediação de Mariane. Por volta das 23h30, o contingente de 100 PMs, usando e abusando de cassetetes, sprays com gás de pimenta e até escopeta, cercou o prefeito e conseguiu empurrá-lo para dentro de uma camionete policial que havia sido providenciada.
Os manifestantes que tentaram impedir a saída do prefeito ficaram duramente machucados. Um soldado confidenciou que o prefeito prometeu gratifica-los com R$ 50 mil do próprio bolso. Ninguém sabe ao certo.

POLÍTICA

Dilma e Lula oferecem ajuda política para Haddad em São Paulo

Marcelo de Moraes, Estadão
A presidente Dilma Rousseff reuniu-se nesta terça-feira com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um hotel da zona sul da capital paulista, para discutir uma estratégia para avaliar qual ajuda política poderá dar ao prefeito da capital, o petista Fernando Haddad, em razão das manifestações que estão tomando conta das ruas de São Paulo nos últimos dias.
Fora de sua agenda oficial, Dilma viajou para São Paulo preocupada justamente com os desdobramentos políticos que essas manifestações podem ter na administração de Haddad na Prefeitura.


POLÍTICA

Comissão de Feliciano aprova projeto que permite a ‘cura gay’

Isabel Braga, O Globo
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara, presidida por Marco Feliciano (PSC-SP, foto abaixo), aprovou nesta terça-feira o decreto legislativo que permite a chamada “cura gay”. A votação foi feita simbolicamente, apesar da tentativa do deputado Simplício Araújo (PPS-MA) de obstruir mais uma vez a votação.
Por cinco vezes, a comissão tentou sem sucesso votar o texto, que derruba trechos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que impede profissionais de “tratarem” homossexuais. Agora o projeto segue para votação na Comissão de Seguridade e Família e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Na sala da audiência, cerca de 12 manifestantes que assistiam à sessão aplaudiram as falas de Simplício Araújo e também do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que se manifestou dizendo que a votação era ineficaz, pois pretendia revogar atos que não são do Congresso, mas de uma entidade autônoma.

Foto: Givaldo Barbosa / O Globo

POLÍTICA

Senado aprova 'projeto relâmpago' que altera distribuição do FPE

Ricardo Brito, Estadão
O Senado cumpriu a promessa e, em menos de uma semana, aprovou na noite de ontem um “projeto relâmpago” que altera a distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Por 54 votos a nove, o texto do senador Walter Pinheiro (PT-BA) mantém em linhas gerais a base da proposta aprovada em abril pela Casa e derrubada na semana passada pela Câmara dos Deputados. O Supremo Tribunal Federal deu prazo até 3 de julho para aprovar novas regras, sob o risco de corte no repasse dos recursos.
O projeto mantém as atuais regras de rateio até 2015 e, a partir de então, garante a 10 Estados um aumento de recursos em cima do excedente de arrecadação do fundo. O relator disse que as principais mudanças serão realizadas nas chamadas “travas” (critérios para evitar que um Estado receba mais do que outro) a fim de garantir, nas palavras dele, uma melhor “equalização” dos recursos.

POLÍTICA

Projeto une Polícia e Ministério Público nas investigações criminais

Fausto Macedo, Estadão
Na contramão da PEC 37, proposta de emenda à Constituição que alija os promotores e os procuradores da apuração de âmbito penal, o Partido dos Trabalhadores protocolou nesta terça feira, 18, projeto de lei que regulamenta a investigação criminal e prevê atuação conjunta da Polícia Judiciária e do Ministério Público.O projeto, número 5776/2013, expõe ainda formas de parceria do Ministério Público com os órgãos técnicos que colaboram com a apuração das infrações penais.
A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), que rastreia e acompanha todos os projetos relativos à atuação dos promotores e procuradores, divulgou em seu site a íntegra do projeto 5776, de autoria da deputada Marina Sant’Anna (PT-GO), coordenadora do grupo de trabalho do partido que analisa a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 37, de 2011. Também participam desse grupo os deputados Ricardo Berzoini (PT-SP) e Henrique Fontana (PT-RS).

POLÍTICA

Toffoli diz que vai julgar, no TSE, contas do PT

Carolina Brígido e Chico de Gois, O Globo
Há quase um ano com processo parado em seu gabinete, o ministro Dias Toffoli (foto abaixo), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse nesta terça-feira que vai julgar o recurso apresentado pelo PT contra a decisão da Corte que aprovou com ressalvas as contas de 2003 do partido. A decisão foi proferida em 2010 pela ministra Cármen Lúcia, hoje presidente do tribunal. Agora, o recurso está nas mãos de Toffoli. O ano de 2003 é justamente o do mensalão.
No mesmo ano, Toffoli advogou para o PT em processos eleitorais. Mas ele não mencionou intenção alguma de se declarar impedido. O ministro também informou que o caso não é prioridade: há outros na fila de julgamento.
— Está comigo. Vou julgar, mas não vai ser agora. Ainda nem vi o processo. Tem outros na frente. O processo já foi julgado pela ministra Cármen Lúcia. Agora, o único recurso que tem é do PT — disse Toffoli.


POLÍTICA

Cláudio Fonteles deixa Comissão da Verdade por divergências internas

O Globo
O ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles renunciou ao cargo e está deixando o grupo alegando desentendimentos internos. O pedido de renúncia de Fonteles, onde diz que a decisão é irreversível, já está na mesa da presidente Dilma Rousseff. O ex-procurador da República fazia parte do grupo formado integrantes indicados por Dilma.
— Considerei realmente que o meu trabalho na Comissão da Verdade cumpriu-se, chegou ao fim. Então, entendi por razões estritamente pessoais que era o tempo de encerrar — disse Fonteles.

GERAL

Sete cidades reduzem preço das passagens de ônibus

Mariana Tokarnia, Agência Brasil
Com as manifestações em todo o país, pelo menos sete cidades vão reduzir as passagens do transporte público até o mês que vem: João Pessoa (PB), Recife (PE), Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS) Pelotas (RS), Montes Claros (MG) e Foz do Iguaçu (PR). As reduções vão de R$ 0,05 a R$ 0,15 no valor das tarifas. Os governantes utilizarão reduções nos impostos para baixar os valores.
Em Pernambuco, Eduardo Campos reduziu o preço da passagem de ônibus no Grande Recife. A redução será R$ 0,10 para todos os anéis - categorias em que são divididas as linhas de ônibus. Os novos preços começarão a valer no próximo dia 20. Os valores atuais variam de R$ 1,50 a R$ 3,35.

GERAL

SP tem noite com ataque à Prefeitura, saques, 2 feridos e 47 presos

Estadão
"Quebrar, quebrar é melhor pra se manifestar". O grito de guerra do grupo que tentou invadir a Prefeitura de São Paulo na noite de terça-feira (foto abaixo), ferindo dois guardas-civis municipais, marcou o sexto ato contra a tarifa de ônibus, que começou de forma pacífica e terminou com o retorno da Tropa de Choque à cena e pelo menos 47 presos.
Cinco dias depois do protesto mais violento até agora, uma nova manifestação terminou, pela primeira vez, com lojas saqueadas no centro (pelo menos 20) e o Teatro Municipal pichado. Depois da concentração na Praça da Sé, os manifestantes se dividiram em dois grupos. O primeiro seguiu para a Avenida Paulista, novamente interditada. Até a meia-noite, o clima era de tranquilidade. Depois, um grupo de mascarados vindo do centro ateou fogo a um painel da Copa e atirou pedras na polícia.

Foto: Michel Filho / O Globo

GERAL

Em Santa Catarina, milhares de pessoas vão às ruas para protestar

Géssica Valentini, G1
Milhares de manifestantes saíram às ruas de Florianópolis, Balneário Camboriú, Chapecó e Joaçaba nesta terça-feira (18) para protestar contra a corrupção, os valores das passagens do transporte público, entre outros. Na capital, as pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Salles, de entrada e saída da Ilha de Santa Catarina, foram ocupadas.
Nas demais cidades, as principais avenidas foram tomadas pela multidão. Todos os protestos, conforme a Polícia Militar, foram pacíficos e nenhuma ocorrência grave foi registrada em nenhuma das cidades.

GERAL

‘O Brasil nos pediu para sediar a Copa do Mundo. Nós não impusemos’

Jorge Luis Rodrigues, O Globo
O presidente da Fifa, Joseph Blatter (foto abaixo), disse nesta terça-feira, no Rio, confiar que as manifestações e protestos violentos que acontecem em cidades brasileiras não vão atingir o interior dos estádios da Copa das Confederações. E esclareceu que a Fifa não impôs ao Brasil organizar a Copa do Mundo.
— Temos uma competição muito boa e estou seguro de que as manifestações vão se acalmar. O Brasil é um país que preza pela liberdade. Eu posso entender que as pessoas não estão felizes. Mas o futebol está aqui para unir as pessoas. O futebol está aqui para construir pontes, para trazer emoções, para trazer esperança. O Brasil nos pediu para sediar a Copa do Mundo. Nós não impusemos a Copa do Mundo ao Brasil. É evidente que foi preciso construir estádios, que não são a única coisa de uma Copa do Mundo: há estradas, hotéis, aeroportos e muita coisa que são itens que ficam como legado — afirmou o dirigente.


GERAL

Senado aprova projeto do ato médico

Fernanda Krakovics, O Globo
O Senado aprovou, nesta terça-feira, o projeto do ato médico, que regulamenta a atividade médica, restringindo à categoria atos como a prescrição de medicamentos e o diagnóstico de doenças. A proposta é polêmica e contou com a oposição de categorias como fisioterapeutas, nutricionistas e farmacêuticos. Por isso, a expectativa é que a questão seja levada à Justiça. A matéria agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.
- Uma das polêmicas é que a prescrição terapêutica poder ser um complemento vitamínico ou um exercício bucal e isso poderia ser feito por um nutricionista, por exemplo _ disse a Vanessa Grazziottin (PCdoB-AM).


ECONOMIA

Para conter inflação do tomate e da batata, governo libera crédito

Martha Beck, O Globo
No esforço para combater a inflação de alimentos, o governo decidiu ampliar o limite de crédito de custeio para produtores das culturas de tomate, batata inglesa, cebola, feijão, mandioca, legumes e verduras.
Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou ontem de R$ 800 mil para R$ 2 milhões o valor que poderá ser emprestado a cada agricultor que cultivar esses sete alimentos. Os demais produtores do país tiveram o seu limite ampliado de R$ 800 mil para R$ 1 milhão dentro do Plano Safra 2013/2014.



ECONOMIA

Votação sobre domésticos no Senado fica para julho

Geralda Doca, O Globo
A regulamentação dos novos direitos dos empregados domésticos, assegurados à categoria pela Constituição desde o dia 03 de abril, somente deverá ser aprovada pelos parlamentares em julho. Havia previsão de que a proposta aprovada pela Comissão Mista do Congresso, que discute o tema, fosse discutida pelo plenário do Senado nesta semana, mas o texto foi enviado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa nesta terça-feira, a pedido do presidente da CCJ, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).
Somente depois do aval desta Comissão, o projeto será votado pelo plenário do Senado, o que deve ocorrer na primeira semana de julho, de acordo com o relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Em seguida, a proposta será enviada ao plenário da Câmara dos Deputados e depois, à sanção presidencial.


ECONOMIA

G8 promete medida contra evasão fiscal, mas poucas ações concretas

O Globo
O G8, grupo que reúne as principais economias do mundo, disse que vai adotar uma postura mais rígida no combate à lavagem de dinheiro e à evasão fiscal, mas prometeu pouco no sentido de especificar novas medidas nesta terça-feira.
Os líderes do grupo acertaram uma série de metas, incluindo maior transparência sobre quem controla empresas-fantasma e mais compartilhamento de informações entre autoridades tributárias.

Dinheiro do FUNDEB escorre pelo ralo em Crateús

Em dois anos (2011 e 2012) R$ 1,378 milhão escorreram pelo ralo da corrupção, dinheiro do FUNDEB utilizado, em sua maior parte, em serviços de “manutenção preventiva” de mouse, teclado, monitor, gabinete, módulo isolador, impressoras e cartuchos para impressoras.

O FUNDEB – Fundo de manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação foi criado pela Emenda Constitucional nº 53/2007, em substituição ao FUNDEF que vigorou de 1998/2006, tem por finalidade aumentar os recursos aplicados pela União, estados e municípios na educação básica pública e melhorar a formação e os salários dos profissionais da educação.
Em Crateús, o dinheiro do FUNDEB, ao invés de ser empregado nos fins de sua destinação, tem servido tão somente para alimentar perverso esquema de corrupção, mantendo uma infinidade de gastos desnecessários e serviços não executados. O desvio sorrateiro do dinheiro do FUNDEB atenta contra a moral administrativa, contra o cidadão que paga seus impostos, contra a criança carente que estuda na rede pública e, sobremodo, contra o professor e a sociedade como um todo.
Deixando pata trás os anos de 2009 e 2010, verificamos, através da do Portal da Transparência, que no ano de 2011, uma única empresa de Crateús ‘vendeu’ em “serviços” e/ou“produtos”, R$ 729.569,94 sem que um único item não revelasse a marca visível e malandra do superfaturamento e uma extensa lista de serviços de faz-de-conta, nunca executados.
A mesma empresa, no ano de 2012, ‘vendeu’ igualmente, “serviços” e “produtos” nas mesmas vergonhosas condições, também para o FUNDEB, R$ 657.389,13, perfazendo um total, nos dois anos, de R$ 1.378.959,07.
O acompanhamento e o controle da sociedade sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do FUNDEB nos municípios são exercidos pelos conselhos municipais criados especificamente com essa finalidade. Onde, então, se encontra o Conselho Municipal de Educação de Crateús e os outros conselhos que, com tantos olhos e dinheiro, não percebem o que se passa de errado diante do próprio nariz?
Crateús é reconhecida e inegavelmente um município pobre, encravado numa região paupérrima e carente. Mas, em contraste a tanta pobreza, tem a prefeitura mais rica e perdulária de que se tem notícia. Está aí o exemplo deste escândalo do FUNDEB que, com certeza está atrelado a outros escândalos maiores que poderão irromper. Estranha-se, neste caso, a incapacidade de fiscalização da Secretaria de Educação e da Controladoria do Município para com essa empresa, a qual nunca foi questionada sobre a sua capacidade de fornecer tantos serviços e vender tantos produtos, como se fora um shopping virtual. Estranha-se, ainda, a facilidade como a empresa inclui mercadorias em Nota Fiscal de Serviço, e serviços em Nota Fiscal de Mercadorias.
Cabe ao gestor municipal, até agora, sem responder a nenhum processo, manter seu nome limpo e promover uma auditoria na Comissão de Licitação e na Secretaria de Educação, a quem cabe pedir explicações à secretária, à época, Rogéria Soares Evangelista. Cabe, ainda, ao gestor, constatar o teor desta denúncia e acionar o Ministério Público, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União, para trazer de volta os recursos desviados do FUNDEB, inegavelmente, através de esquemas de corrupção.
Que o gestor municipal, de princípio, admita que não existe “manutenção preventiva” a mouse, teclado, monitor, módulo isolador, gabinete e impressora. Isto não existe. O que existiu mesmo foi uma grosseira fraude para desencaminhar o dinheiro do FUNDEB. Ao mesmo tempo, o gestor municipal se convença de que, na administração pública, ninguém rouba sozinho.
Por falta de espaço neste periódico, publicamos apenas alguns comprovantes oriundos do Portal da Transparência, documentos ao alcance de toda a população. Veja na pág

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Fonte: Gazeta do Centro Oeste

Crateús também quer ir às ruas

















Sabe aquele dia em que o sujeito enche a cara e o bucho, se entope até mais não puder, então no finalzinho da noite, já completamente estropiado, bota pra dentro uma pipoquinha besta e falta é morrer? Puto da vida, culpa a pipoca, é claro.

O Brasil hoje é esse sujeito. Esquecido que se empanturrou de descaso social, de má administração, de corrupção em todos os níveis, de saúde precária, educação sucateada, superhiperfaturamento dos projetos público, impostos aviltantes etc e etc, procura culpar a tarifa do transporte público pelas manifestações que pululam país adentro e afora. Simplifica-se, orando para que o povo acredite. Tem até prefeito vindo a público e magnanimamente anunciando redução de – vejam só! – R$ 0,10 nas passagens dos ônibus. Ô bicho bom!

Primeiro, como não poderia deixar de ser, tentaram descaracterizar o movimento, vociferando prefeitos e governadores que isso era coisa de vândalos, de opositores querendo desestabilizar o governo. Chegaram a dizer, inclusive, que era gente paga para ir às ruas, provocar o caos, aproveitando-se covardemente da vitrine Copa das Confederações. Imagine você – pagar 100 mil, 300 mil pessoas! Haja dinheiro. (E por falar em Copa das Confederações – sem falar no absurdo de dinheiro que certamente foi desviado/roubado na construção/reforma de estádios –, vem o idiota do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmar que o Brasil tem democracia demais e isso é ruim pra Copa. Queira deus!)

Porém, como ninguém acreditou – e mais, o mundo inteiro se manifestou contra, especialmente depois de assistir bestificado o abuso da competentíssima polícia de choque de São Paulo atirando para todos os lados, principalmente em quem tentava registrar sua violência – o que aconteceu? Ora, sinicamente mudam o discurso, apoiam a manifestação – que agora é de jovens pacíficos reivindicando direitos justos. E até montam reunião para ouvir suas reivindicações – bando de demagogos!

O pão da bolsa família e o circo do futebol parecem não estar surtindo mais os efeitos desejados de apatia e desinteresse social. A anestesia passou o efeito. Até quem se acha no finalzinho do mundo, no meio do sertão, castigado pela seca e pelo descaso, vendo na hora não ter água sequer para beber, mesmo esse quer participar. Os jovens de Crateús estão convocando todos à rua – é o DIA DO BASTA. Quando? Dia 21, sexta-feira próxima, a partir das 17 horas, com concentração inicial em frente ao Romeu Veículos, encerrando na Praça da Matriz.

Sei não, sabe, mas acho que aquela pipoquinha vai finalmente fazer um bem danado.

Lourival Veras

Dilma defende protestos e diz que governo ouve 'vozes pela mudança'

A presidente Dilma durante cerimônia do lançamento do marco regulatório da mineração (Foto: Roberto Stuckert / PR)

Manifestantes fizeram protestos nesta segunda em várias cidades do país.
'Meu governo está [...] comprometido com a transformação social', afirmou.

Priscilla Mendes
Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (18), durante discurso no Palácio do Planalto, que o governo "está ouvindo essas vozes pela mudança", em referência às manifestações desta segunda (17) que reuniram cerca de 250 mil pessoas em várias cidades do país.
Houve protestos em 12 capitais e em pelo menos outras 16 cidades. Os manifestantes reclamavam de aumento das tarifas de transporte, violência urbana, custos da Copa do Mundo, serviço público, entre outras reivindicações.
"Eu quero dizer que o meu governo está ouvindo essas vozes pela mudança. Meu governo está empenhado e comprometido com a transformação social", afirmou, durante solenidade de lançamento do projeto do marco regulatório da mineração. 
As "vozes", segundo Dilma, "ultrapassam os mecanismos tradicionais das instituições, dos partidos políticos e da própria mídia". Nesta terça, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que está "dificil de entender" as manifestações.
A presidente relacionou temas presentes no discurso dos manifestantes e disse que os protestos emitiram uma "mensagem direta" à sociedade e aos governantes. Nessa mensagem, segundo Dilma, está "o repúdio à corrupção e ao uso indevido do dinheiro público".
"Os que foram ontem às ruas deram uma mensagem direta ao conjunto da sociedade, sobretudo aos governantes de todas as instâncias. Essa mensagem direta das ruas é por mais cidadania, por melhores escolas, melhores hospitais, postos de saúde, pelo direito à participação. Essa mensagem direta das ruas mostra a exigência de transporte público de qualidade e a preço justo. Essa mensagem direta das ruas é pelo direito de influir nas decisões de todos os governos, do Legislativo e do Judiciário. Essa mensagem direta das ruas é de repúdio à corrupção e ao uso indevido do dinheiro público", afirmou.
A “mensagem direta das ruas”, disse, comprova o valor da participação dos cidadãos em busca de direitos. “E eu vou dizer aos senhores: a minha geração sabe quanto isso nos custou”, afirmou.

Dilma afirmou que o Brasil "tem orgulho" dos manifestantes, ressaltou o "caráter pacífco" dos atos de protesto e elogiou a atuação das forças de segurança, embora tenha condenado os "atos isolados" de violência.
"O Brasil tem orgulho deles [os manifestantes]. Devemos louvar o caráter pacifico do atos públicos. O caráter pacífico dos atos públicos de ontem evidenciou também o correto tratamento dado pela segurança publica à livre manifestação popular", afirmou.
Essa mensagem direta das ruas é de repúdio à corrupção e ao uso indevido do dinheiro público."
Dilma Rousseff, presidente da República
"Infelizmente, porém, é verdade, aconteceram atos isolados contra o patrimônio público e privado, o que devemos coibir com vigor. Toda violência é destrutiva, lamentável e só gera mais violência. Não podemos aceitar jamais conviver com ela. Isso no entanto não ofusca o espírito pacífico das pessoas que ontem foram às ruas democraticamente pedir pelos seus direitos", declarou.
Para Dilma, o Brasil acordou "mais forte" nesta terça. "A grandeza das manifestações de ontem comprovam a energia da nossa democracia, a força da voz da rua, o civismo da nossa população", disse.
Segundo ela, o governo compreende que as “exigências da população mudam”. “Porque incluímos, porque elevamos a renda, porque ampliamos o acesso ao emprego, porque demos acesso a mais pessoas à educação, surgiram cidadãos que querem mais e que têm direito a mais”, declarou.

TAUÁ, QUITERIANÓPOLIS E PEDRA BRANCA BENEFICIADOS!

Governo Federal libera R$120 milhões para obras de abastecimento d'água no Estado

Os recursos fazem parte do PAC Estiagem e serão aplicados em obras de adução, ampliação e implantação de redes de abastecimento de água em vários municípios.

A Funasa, o Ministério das Cidades e o Ministério da Integração destinaram recursos para o Governo do Estado, através da Cagece, no valor de R$ 120.531.784,09, como parte do PAC Estiagem. Os recursos serão aplicados em obras de adução, ampliação ou implantação de rede de abastecimento de água em vários municípios do Ceará. Os municípios beneficiados são Tauá, Caucaia, Russas, Juazeiro do Norte, Quixadá, Itapipoca, Aracati, Sobral, Hidrolândia, Campos Sales, Umirim, Tabuleiro do Norte, Quiterianópolis, Ibaretama, Pedra Branca, Morada Nova, Itaiçaba e Jaguaribara.

Somente pela Funasa, foram aprovados R$ 50.602.253,78. Pelo Ministério das Cidades, foram R$ 66.479.259,27 e, pelo Ministério da Integração, foram R$ 3.450.271,04.

Em sedes municipais, serão ampliados os sistemas de água de Tauá, de Russas, de Campos Sales, de Tabuleiro do Norte e de Quiterianópolis. Algumas obras serão de implantação como a das Estações de Tratamento de Água (ETA) de Quixadá e Itapipoca. Também serão implantados sistemas de água, em Ibaretama, nas localidades de Pedra e Cal e Trapiá; em Pedra Branca, na localidade de Sítio São José; em Tabuleiro do Norte, em Olho d’Água; em Russas, Capim Grosso; em Itaiçaba, Logradouro; em Jaguaribara, Curupati e em Morada Nova, Boa Água. Além disso, será recuperada a adutora de água bruta de Hidrolândia.

Também serão ampliados sistemas de água de localidades em Caucaia, como Capuan; em Juazeiro do Norte, como Aeroporto, Triângulo e São José; em Aracati, as localidades de Córrego dos Rodrigues, Pontal, Majorlândia e Quixaba; em Sobral, Jaibaras; em Aracati, Canoa Quebrada; em Umirim, Caxitoré e Oiticica e em Morada Nova, Lagoa da Barbada e Poço Serra.



Helvecio Martins Martins Oliveira

Governo e oposição trocam acusações sobre vaias a Dilma na Copa das Confederações


GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

Líderes do governo e da oposição trocaram acusações nesta segunda-feira (17) sobre as vaias à presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa das Confederações e as manifestações políticas que ocorrem em vários Estados do país.

Os governistas atribuem as vaias e as manifestações a "organizações políticas", enquanto a oposição diz que os dois movimentos representam a insatisfação dos brasileiros com o governo federal.


Da tribuna do Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que o Brasil resolveu dar um "basta contra a corrupção" e o sistema político do país, por isso se mobiliza contra o governo. "A mola propulsora dessas manifestações, que alavancou também a vaia à presidente Dilma, é esse sentimento de indignação diante dos escândalos de corrupção que ocorrem no Brasil", disse.

O tucano rebateu o argumento de que o público presente no estádio era da "elite" do país ao afirmar que a classe média "trabalhadora" fez ecoar sua "manifestação de indignação".

"A elite estava ao lado da presidente, nos camarotes luxuosos, com ingressos oferecidos como cortesia. O povo estava do outro lado e quem estava pode fazer a leitura correta: foi uma vaia espontânea, não preparada, repentina. Uma manifestação de indignação que explodiu, e explodiu inesperadamente", afirmou.

Líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) atribuiu as vaias e as manifestações a "movimentos organizados" que têm o objetivo de desestabilizar o governo.
"Há momentos e momentos para se manifestar. Num jogo de futebol, é trazer oportunismo para um evento internacional. Há partidos políticos que não estão escondidos. Manifestações são legítimas, mas há momentos em que não são bem-vindas", reagiu.

Aliados de Dilma, os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Ivo Cassol (PP-RO) minimizaram as vaias ao afirmarem que o público tradicionalmente presente em estádios tem como prática hostilizar políticos e que o alvo do protesto era o governador Agnelo Queiroz (PT-DF).

"O estádio é sempre um lugar de muita irreverência. As pessoas que estão ali para ver o jogo não estão ali não são muito simpáticas aos políticos. Mas as vaias tinham uma direção: o governo Agnelo. Não se admite que o dinheiro dos nossos impostos seja gasto de forma faraônica, como nesse estádio de futebol", disse Rollemberg.

Para o presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), as mais de 65 mil pessoas presentes no estádio manifestaram a insatisfação da classe média com o governo. "Espero que a presidente entenda o recado. A classe média está farta de ver as coisas serem anunciadas e não serem cumpridas."

Mais cedo, o ministro Aloizio Mercadante (Educação) havia minimizado a reação dos torcedores na abertura da Copa das Confederações à presença de Dilma.

"Eu acho que política e futebol nunca combinaram e eu debito fundamentalmente [essa atitude] a essa reflexão profunda do Nelson Rodrigues", disse o ministro, citando o jornalista e escritor. "Ele dizia que em dia de jogo o Maracanã vaia até minuto de silêncio", afirmou Mercadante, um dos ministros mais próximos do Palácio do Planalto.

POLÍCIA

Vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC) defendeu maior atuação do Ministério da Justiça para evitar que a polícia use balas de borracha para dispersas as manifestações políticas que se multiplicam pelo país.

"Eu nunca vi tantos policiais neste País usando armas letais contra manifestantes. Não é aceitável. Tem que haver um posicionamento mais claro do ministro da Justiça, senhor José Eduardo Cardozo. E não se trata de buscar culpados, de terceirizar o problema."

Viana disse que, para que o Brasil garanta a segurança dos grandes eventos 
que vão ocorrer no país, o governo deve intervir na atuação dos policiais.

"Não dá para deixar a decisão na mão, com todo o respeito, dos policiais. Tem que haver uma mediação civil, que estabeleça protocolos e ponha, definitivamente, essas armas letais que são as balas de borracha fora desse conflito na rua."

Ciro recua e admite apoio a Campos, 'se o PSB decidir'

AGUIRRE TALENTO
DE FORTALEZA

Após fechar acordo de cessar-fogo com Eduardo Campos, o ex-ministro Ciro Gomes (PSB) elevou o tom das críticas ao governo federal e já acena com apoio à eventual candidatura presidencial do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB.
Para Ciro, a gestão Dilma é "muito ruim" e a economia do país se "deteriora" de "forma rápida e grave", com possíveis consequências nas urnas em 2014.
"Ela [Dilma] pode até chegar na eleição, mas não ganha do jeito que as coisas estão indo. O buraco das contas externas do Brasil é o maior da história", disse.
O governo vem acumulando más notícias no front econômico. A inflação bateu 6,5% no acumulado de 12 meses, atingindo o teto da meta, o buraco das contas externas chegou a US$ 70 bilhões e o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu apenas 0,6% no primeiro trimestre.
"O governo da Dilma é muito frágil. Ela é uma boa pessoa, boa presidente, mas o governo é muito ruim", disse Ciro, até então o integrante do PSB que vinha se opondo de forma mais intensa ao projeto de Campos de disputar a Presidência em 2014.
O ex-ministro da Integração Nacional de Lula ainda defende o apoio à reeleição de Dilma --justifica a posição como forma de manter a "coerência" no PSB, já que o partido deu apoio a ela em 2010.
Mas três semanas após ter jantado com Campos e acertado uma espécie de cessar-fogo, Ciro lança sinais de apoio ao governador de PE.
"Se o partido decidir [lançar candidato], não tenha dúvida [que vou apoiar]", disse.
Ciro afirmou ter externado a Campos sua opinião pelo apoio a Dilma, mas disse que eles acertaram que continuarão a discutir o assunto.
Para o ex-ministro, Eduardo Campos não deve "se submeter a Dilma".
"Se o governo não entender que é preciso discutir as questões do país, conversar com ele [Campos], reconhecê-lo como uma liderança importante do país, não há razão para ele se submeter."
Ciro e seu irmão, Cid Gomes, governador do Ceará, vinham sendo as principais vozes do PSB em defesa do apoio da sigla à reeleição da presidente petista.
VAIVÉM
Em abril, o ex-ministro chegou a dizer que o voo solo de Campos era "inoportuno". "Se meu partido tiver candidato, depois que fizer minhas ponderações, vou acompanhar o partido. Mas vou fazer uma discussão dizendo que a candidatura é inoportuna", disse Ciro, na ocasião.
Na época, ele lembrava que em 2010, quando se apresentou como pré-candidato à Presidência pelo PSB e Dilma era ainda pouco conhecida, o seu partido decidiu apoiá-la. "Qual a explicação para mudar de posição agora?".
Criticou ainda, naquela oportunidade, o slogan ensaiado por Campos nos programas de TV do PSB. "Está bom mas podemos fazer melhor? Isso é conversa de marqueteiro. O Brasil precisa de debate profundo de ideias." E foi adiante: "O PSB não tem ideia nenhuma, pelo que eu saiba", disse.